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| RUIDO |
RuÃdo
Considera-se
ruÃdo o conjunto de sons susceptÃveis de adquirir para o homem um
carácter
afectivo desagradável e/ou intolerável, devido sobretudo aos incómodos, Ã
fadiga, Ã
perturbação e não à dor que pode produzir. Todos os sons que possam causar a
perda de audição ou ser nocivos para a saúde ou perigosos de qualquer forma. Quando
uma fonte sonora, como um diapasão, vibra, provoca variações de pressão no ar ambiente,
que se sobrepõem à pressão do ar. Comparada com a pressão do ar (em Pascal), a
variação da pressão sonora é perceptÃvel pelo ouvido humano na gama de 20mPa a
100 Pa, para um indivÃduo médio em plena posse das suas capacidades auditivas.
RuÃdo é qualquer
som indesejavel que perturba, tanto de forma psicológica como de forma fÃsica para todo aquele que o ouve.
O ruÃdo varia na
suacomposição naquilo que se refere a frequência, intensidade e duração.
O ruÃdo
comopoluição sonora, pode causar efeitos nocivos a saúde como incomodidade, que
podem derivar em perturbações psicológicas ou fisiológicas, que normalmente estão
associadasem reações de estresse, alterações de nÃveis considerados no humor,
falta de consentração, graves desturbios
cardiovasculares.
O ruÃdo e
responsável por problemas graves no aparelho auditivo capaz de perfurar o timpano a uma surdez parcial ou total.
Fontes de ruÃdo na construção civil
A construção
civil tem sido a maior causadora de ruÃdos na sociedade.
Geralmente os
ruÃdos na construção civil são causados pelas máquinas usadas na construção,
dentre elas: compactadoras, escavadoras, dumpex, etc.
É imperioso que
os trabalhadores de constução usem os seus equipamentos de proteção (EPI), para
que se possam evitar graves danos de saúde( audição, dor de cabeça, falta de
concentração, etc), causadas pelo ruÃdo das maqunas de construção.
Doenças causadas pelo ruÃdo
Estudos
realizados em várias partes do mundo, estimam que 25% da população trabalhadora
esta sujeita a problemas e a esposição ao ruÃdo. E a terceira causadora de doenças
pcuaacionais.
Danos a saúde no geral
No entanto os
problemas causados pela exposição ruÃdo no
ambiente laboral ultrapassam os juÃzos para a audição.
O ruÃdo elevado,
afecta a saúde em geral, causando problemas gásticos, dor de cabeça, cardiácos,
insônia, estresse, irritabilidade, diminuição d concentração, entre outros.
O ruÃdo causa
perdas auditivas tempor’arias e também permanentes.
Ø
Perda auditiva temporária: É geralmente experimentada como um incômodo temporário
na audição após se pôr a altos ruÃdos. A audição irá ser recuperada dependendo
do nÃvel do ruÃdo e da exposição.
Ø
Perda auditiva permanente: Só experimentada apos 48h de exposição a ruÃdos
excesivos. Pode tambem ocorrer a nÃveis de ruÃdo muito intenso em pouco perÃodo
de tempo.
Legislação
sobre RuÃdo em Portugal
A história
legislativa referente à exposição ocupacional ao ruÃdo está intimamente ligada à própria legislação sobre as condições de trabalho em geral. Assim, a primeira referência surge na Portaria nº 53/71, de 3 de Fevereiro, que aprova o Regulamento Geral de Segurança e Higiene nos Estabelecimentos Industriais, posteriormente alterada pela Portaria nº 702/80, de 22 de Setembro. A exposição ao ruÃdo, ou de uma forma geral a agentes fÃsicos, é ainda
abordada no Decreto-Lei
nº347/93, de 1
de Outubro e Portaria nº 987/93, de 6 de Outubro, ambos relativos à s prescrições mÃnimas de segurança e saúde nos locais de trabalho.
No entanto, em
matéria de ruÃdo é necessário distinguir duas áreas: a da poluição sonora susceptÃvel de causar incomodidade no ambiente, e a das questões relativas ao ruÃdo ocupacional.
A primeira -
que se denomina, comummente, ruÃdo ambiente - refere-se à salvaguarda da saúde humana e ao bem-estar das populações, enquanto receptoras de ruÃdo emitido por fontes susceptÃveis de causar incomodidade, tais como obras de construção civil; estabelecimentos industriais; equipamentos para utilização no exterior; infra-estruturas de transporte, veÃculos e tráfego; actividades temporárias (espectáculos, feiras, entre outras), sistemas sonoros de alarmes e ruÃdo de
vizinhança.
Já a segunda
visa a salvaguarda da saúde dos trabalhadores, e denomina-se ruÃdo ocupacional.
O ruÃdo é
reconhecido como um dos principais factores de degradação da saúde e do bem-estar das populações pelo que o Governo, acompanhando a crescente consciencialização social deste problema, tem aprovado
legislação cada vez maisexigente nesta matéria.
RuÃdo ContÃnuo e Intermitente
RuÃdo ContÃnuo e Intermitente são aqueles que não são de Impacto. Conceituando melhor, podemos dizer que RuÃdo ContÃnuo é aquelecujo NPS varia em até 3 dB durante perÃodos superiores a 15 minutos. Ou seja, não obtém interrupções, como exemplo, o ruÃdo de uma sirene. O RuÃdoIntermitente é aquele cujo NÃvel de Pressão Sonora(NPS) com variação de até3 dB em perÃodos entre 0,2 segundos e 15 minutos. Ou seja, há algumas interrupções, como exemplo, o ruÃdo de uma britadeira.
Os nÃveis de ruÃdo contÃnuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nÃvel de pressão sonora operando no circuito de compensação. Para os valores encontrados de nÃvel de ruÃdo intermediário será considerada a máxima exposição diária permissÃvel relativa ao nÃvel imediatamente mais elevado.
RuÃdo ContÃnuo e Intermitente são aqueles que não são de Impacto. Conceituando melhor, podemos dizer que RuÃdo ContÃnuo é aquelecujo NPS varia em até 3 dB durante perÃodos superiores a 15 minutos. Ou seja, não obtém interrupções, como exemplo, o ruÃdo de uma sirene. O RuÃdoIntermitente é aquele cujo NÃvel de Pressão Sonora(NPS) com variação de até3 dB em perÃodos entre 0,2 segundos e 15 minutos. Ou seja, há algumas interrupções, como exemplo, o ruÃdo de uma britadeira.
Os nÃveis de ruÃdo contÃnuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nÃvel de pressão sonora operando no circuito de compensação. Para os valores encontrados de nÃvel de ruÃdo intermediário será considerada a máxima exposição diária permissÃvel relativa ao nÃvel imediatamente mais elevado.
Não é permitida exposição a nÃveis de ruÃdo acima de 115
dB(A) para indivÃduos que não estejam adequadamente protegidos.
Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais
perÃodos de exposição a ruÃdo de diferentes nÃveis, devem ser considerados os
seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes fracções:
C1 + C2 + C3 ____________________ + Cn
T1 T2
T3
Tn
exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de
tolerância.
Na equação acima, Cn indica o tempo total que o
trabalhador fica exposto a um nÃvel de ruÃdo especÃfico, e Tn indica a máxima
exposição diária permissÃvel a este nÃvel, segundo o Quadro deste Anexo.
As actividades ou operações
que exponham os trabalhadores a nÃveis de ruÃdo, contÃnuo ou intermitente,
superiores a 115 dB(A), sem protecção adequada, oferecerão
risco grave e iminente.
RuÃdo de Impacto
Entende-se por ruÃdo de impacto aquele
que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a
intervalos superiores a 1 (um) segundo.
Os nÃveis de impacto deverão ser
avaliados em decibéis (dB), com medidor de nÃvel de pressão sonora operando no
circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser
feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância para ruÃdo de
impacto será de 130 dB (LINEAR). Nos intervalos entre os picos, o ruÃdo
existente deverá ser avaliado como ruÃdo contÃnuo.Em caso de não se dispor de
medidor de nÃvel de pressão sonora com circuito de resposta para impacto, será
válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de
compensação "C". Neste caso, o limite de tolerância será de 120
dB(C).
As actividades ou operações que exponham, os
trabalhadores, sem protecção adequada, a nÃveis de ruÃdo de impacto superiores a 140 dB (LINEAR),
medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130 dB (C),
medidos no circuito de resposta rápida (FAST), oferecerão risco grave e
iminente.
NÃvel de Pressão Sonora
O nÃvel de
pressão sonora é uma medida para determinar o grau de potência de uma onda sonora. É determinada
pela amplitude da onda sonora
por duas razões: pela sensibilidade do ouvido às variações
de pressão, e por ser uma quantidade simples de ser medida. A unidade
internacional do nÃvel de pressão sonora é o decibel (dB).
O ouvido humano
consegue perceber uma faixa muito ampla de intensidades sonoras, cerca de 1012.
Por causa disso, tornou-se mais viável utilizar o conceito de nÃvel de pressão
sonora, dado em escala logarÃtmica, do que intensidade. Sendo assim, o nÃvel de
pressão sonora (em dB) é dado por
em que I é a intensidade
medida e I0é
uma intensidade de referência (aproximadamente, a mÃnima intensidade percebida
por um ser humano médio) dada por
I0 =
10-12W/m2
Exemplos de nÃvel de pressão sonora
|
SPL
|
Som
|
|
190
dB
|
Armas pesadas (10 m atrás da arma)
|
|
180
dB
|
Arma de brinquedo (disparada perto do ouvido)
|
|
170
dB
|
Tapa
no ouvido
|
|
160
dB
|
Golpe de martelo em chapa de aço ou tubo de latão (1 m
de distância)
|
|
150
dB
|
Golpe de martelo em uma forja (5 m de distância)
|
|
130
dB
|
Explosão; bater de palmas forte (1 m de distância)
|
|
120
dB
|
Decolagem de avião (60 m de distância); apito ou
assobio forte (1 m de distância)
|
|
Limiar da dor, curta exposição pode gerar danos
auditivos
|
|
|
110
dB
|
Boate cheia; sirene (10 m de distância); violino perto
do ouvido do músico em um concerto
|
|
100
dB
|
Grito (1,5 m de distância); música alta em auriculares de ouvido
|
|
90
dB
|
Caminhão a diesel 80 km/h (15 m de distância);
|
|
Risco de danos auditivos se escutado por 40 h/semana ou
mais
|
|
|
80
dB
|
Tráfego de veÃculos pesados (7,5 m de distância) ou de
uma via expressa (25 m de distância)
|
|
70
dB
|
Secador de cabelo (1 m de distância); ruÃdo de uma rua
principal (distância da calçada)
|
|
60
dB
|
Conversação normal (1 m de distância); cortador de
grama barulhento (10 m de distância)
|
|
50
dB
|
Chilro de um pássaro (15 m de distância)
|
|
40
dB
|
RuÃdo de dia comum
|
|
RuÃdo capaz de distrair no aprendizado e dificultar a
concentração
|
|
|
30
dB
|
Ventilador silencioso em velocidade baixa (1 m de
distância); tic-tac de relógio
|
|
20
dB
|
Interior de uma casa a noite; ruÃdo da respiração (1 m
de distância)
|
|
10
dB
|
Sussurro
|
|
0
dB
|
Limiar da audição
|
Avaliação
da exposição do ruÃdo
Dose
Onde:D = Dose de ruÃdo (unidade ou em percentual)
Cn = Tempo de exposição a um nÃvel especÃfico
Tn = Duração total permitida a esse nÃvel, conforme limites estabelecidos no anexo 01, NR
Para nÃveis de ruÃdo com
valores intermediários será considerado o tempo máximo diário permissÃvel
relativo ao nÃvel imediatamente mais elevado.
Exposições a nÃveis inferiores
a 80 dB(A) não serão consideradas no cálculo da dose.
Quando a exposição for a um
único nÃvel de ruÃdo o cálculo da dose diária também é feito utilizando a
expressão apresentada, ou seja, simplesmente dividindo “C1” por “T1”.
Neste critério, o limite de
exposição ocupacional diária ao ruÃdo contÃnuo ou intermitente corresponde
a dose diária igual a 100%.
Não é permitida exposição a
nÃveis de ruÃdo acima de 115 dB(A) para indivÃduos que não estejam
adequadamente protegidos. (RuÃdo contÃnuo ou intermitente)
Curvas de Ponderação
Essas curvas
surgiram devido ao facto do ouvido humano não ser igualmente
sensÃvel ao
som em todo o espectro de frequências. Um ser humano exposto a dois
ruÃdos iguais
em intensidade, porém distintos em frequência, terá uma sensação auditiva
diferente para
cada um deles. Um som de baixa frequência é geralmente menos
perceptÃvel do
que um de alta frequência.
Várias curvas
foram então propostas na tentativa de se fazer com que os nÃveis sonoros
captados pelos
medidores fossem devidamente corrigidos para assemelharem-se Ã
percepção do
som pelo ouvido humano. Essas curvas de compensação foram designadas
pelas letras A,
B, C, D, etc.
A curva de compensação A é a mais indicada para estudo
dos incómodos provocados
pelo ruÃdo, tendo em vista os nÃveis de pressão sonora e
as faixas de frequências
predominantes. As curvas de A até D aparecem
no gráfico da figura 7 [16, 17, 12]. De
acordo com a curva A, um som de 100 Hz é percebido como
19,1 dB menos intenso do
que um som de mesma intensidade de 1000 Hz.
O nÃvel sonoro ponderado pela curva A é dado em dB (A),
pela curva B é dado em dB
(B) e assim por diante.
Os cálculos da adição e subtracção de nÃveis sonoros e a
atenuação pela propagação são
igualmente válidos
para os nÃveis sonoros ponderados.
Limite de Tolerância
Entende-se
por "Limite de Tolerância", a concentração ou intensidade máxima ou
mÃnima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não
causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.
Para os valores encontrados de nÃvel de ruÃdo intermediário será considerada a máxima exposição diária permissÃvel relativa ao nÃvel imediatamente mais elevado.
Não é permitida exposição a nÃveis de ruÃdo acima de 115 dB(A) para indivÃduos que não estejam adequadamente protegidos.
Para os valores encontrados de nÃvel de ruÃdo intermediário será considerada a máxima exposição diária permissÃvel relativa ao nÃvel imediatamente mais elevado.
Não é permitida exposição a nÃveis de ruÃdo acima de 115 dB(A) para indivÃduos que não estejam adequadamente protegidos.
limites de Tolerância para RuÃdo
ContÃnuo ou Intermitente
|
NÃvel DE RuÃdo
DB (A)
|
Máxima
Exposição Diária
PermissÃvel |
|
85
|
8 horas
|
|
86
|
7 horas
|
|
87
|
6 horas
|
|
88
|
5 horas
|
|
89
|
4 horas e 30 minutos
|
|
90
|
4 horas
|
|
91
|
3 horas e 30 minutos
|
|
92
|
3 horas
|
|
93
|
2 horas e 40 minutos
|
|
94
|
2 horas e 15 minutos
|
|
95
|
2 horas
|
|
96
|
1 hora e 45 minutos
|
|
98
|
1 hora e 15 minutos
|
|
100
|
1 hora
|
|
102
|
|
|
104
|
35 minutos
|
|
105
|
30 minutos
|
|
106
|
25 minutos
|
|
108
|
20 minutos
|
|
110
|
15 minutos
|
|
112
|
10 minutos
|
|
114
|
8 minutos
|
|
115
|
7 minutos
|
limites
de Tolerância para RuÃdo do Impacto
Medição de ruÃdo
Devido as
consequências ou danos que o ruÃdo tem causado a sociedade e geralmente para os
trabalhadores, foram criadas algumas maquinas de medicao de ruido para que se
possa reduzir e controlar o ruÃdo.
§ DecÃbelimetro
- Éum instrumento
de medição feitopara medir o ruÃdo de qualquer meio ou ambiente. É chamado também
de medidor de nÃvel de pressão sonora, ele é usado principalente para garantir
que o ruÃdo gerado em determinado local não esteja fora do permitido em termos
legais e também de saúde, garantindo principalmente condições de trabalho própicias.
Esse estrumento
mede a pressão sonora, a intensidade e o volume do som que está sendo emitido
no ambiente.
§
Sonómetro –
o sonómetro mede o nÃvel de pressão sonora ponderado A, e permite assim a
obtenção de um valor que corresponde à sensação comque o Ser Humano percebe o
ruÃdo em análise.
Quando o
Sonómetro possibilita a realização de análises em frequência, a avaliação do
ruÃdo é ainda
mais precisa, já que para além da respectiva amplitude, também a sua
“qualidade”
fica determinada.
O Sonómetro
permite a obtenção de diversos indicadores de ruÃdo:
- instantâneos;
- médios;
- estatÃsticos
ou nÃveis percentis6 (por exemplo: L95, L50, L10);
- máximos,
mÃnimos (Lmax, Lmin).
A avaliação do
ruÃdo é, em geral, efectuada em termos do indicador LAeq, podendo no
entanto, em
situações particulares, ser conveniente a utilização do LAeq em conjunto
com outros
indicadores.
Medidas de Controle na Fonte
Controle
do RuÃdo são
medidas que devemos tomar, no sentido de atenuar o efeito do ruÃdo sobre as
pessoas. Controle não significa supressão da causa, mas sim, uma manipulação do
efeito.
É
importante lembrar que não existem soluções mágicas que indiquem quais as
medidas que irão solucionar um problema de excesso de barulho. Nós devemos
utilizar os nossos conhecimentos sobre acústica, além de um conhecimentos
detalhado do processo industrial.
Antes
de uma análise mais detalhada do problema, devemos observar alguns dados de
ordem geral, para termos uma ideia mais precisa sobre a dimensão da questão e,
ao mesmo tempo, provocarmos reflexões quanto a soluções.
Eis
alguns factores que devem ser observados :
De
um modo geral, o controle do ruÃdo pode ser executado tomando-se as
seguintes medidas :
A fonte
é a própria causa do ruÃdo.
O
ruÃdo na fonte pode ser causado por fatores:
As
causas mecânicas dos ruÃdos são devido à choques, atritos ou vibrações.
Portanto, devemos observar nas fontes causadoras de ruÃdo, a possÃvel
substituição do elemento nessas condições, ou então, a diminuição da
intensidade desses choques, atritos ou vibrações. Como exemplo, colocamos
alguns processos de alto nÃvel de ruÃdo e seu equivalente menos ruidoso:
Rebitagem
Pneumática, Solda, Equipamentos pneumáticos, Equipamentos eléctricos ou
mecânicos, Trabalho de metal a frio, Trabalho de metal a quente, Trabalho por
jato de ar, Trabalho mecânico, Queda de materiais, Transporte contÃnuo.
Os
ruÃdos pneumáticos ocorrem pela turbulência do ar dentro do duto, e por
vibrações da tubulação. Geralmente esses ruÃdos são causados por variações da
secção do duto ou por sua rugosidade superficial interna. O maior ruÃdo causado
por fontes pneumáticas reside no escape do gás sob pressão. As soluções podem
ser :
Diminuição
da turbulência pela diminuição da secção dos ductos;
As causas hidráulicas são semelhantes à s
pneumáticas. Devemos lembrar que, em tubulações hidráulicas, podem ocorrer
bolhas e o fenómeno da cavitação, que são grandes causadores de ruÃdo. A solução
para o ruÃdo em sistemas hidráulicos é a eliminação de grandes variações de
pressão.
As explosões e implosões se referem a mudança
súbita de pressão da gás contido numa câmara. Para máquinas que trabalham a
explosão, dada a própria natureza da máquina, controlar a explosão significa
mudar a essência da máquina. Nesses casos procuramos controlar o ruÃdo na trajectória.
As causas magnéticas são devidas a vibração das
bobinas eléctricas.
Devemos
sempre ter em mente que os choques, atritos e vibrações são causas de ruÃdos em
máquinas. Eis alguns exemplos que mostram isso
Outro
factor importante que não devemos esquecer é a manutenção . Eis algumas
sugestões :
Controlo
de ruÃdo no Meio de Propagação
O meio é o elemento transmissor do
ruÃdo, que pode ser o ar, o solo ou a estrutura do prédio.
Quando
não é possÃvel o controle do ruÃdo na fonte, ou a redução obtida foi
insuficiente, então devemos passar a considerar medidas que visem controlar o
ruÃdo na sua trajetória de propagação.
Podemos
conseguir isso de duas maneiras :
·
Evitando que o som se propague a partir da fonte;
·
Evitando que o som chegue ao receptor.
Isolar
a fonte significa construir barreiras que separem a máquina do meio que a
rodeia, evitando que o som se propague. Isolar o receptor significa construir
barreiras o meio do operário. Em qualquer uma das opções teremos vantagens e
desvantagens : o isolamento da fonte teremos a dificuldade de evitarmos a
propagação do som, pois a energia acústica é maior em torno da fonte; enquanto
teremos a vantagem do ruÃdo não se propagar por todo o ambiente, mantendo o
local salubre. O isolamento do receptor tem a facilidade de isolarmos o som,
pois ao chegar ao receptor sua intensidade será pequena, mas teremos a
desvantagem da propagação do som por todo o ambiente.
O
som utiliza duas vias de propagação :
·
O ar
·
A estrutura.
O receptor
é o operário.
Quando
todas as medidas de controle de ruÃdo falharam, devemos considerar a protecção
individual. Devemos sempre lembrar que recorremos ao controle individual
somente em casos extremos e nunca como primeira ou única medida.
Antes
da aplicação de aparelhos de proteção individual, existem algumas medidas que
podem diminuir os efeitos do ruÃdo sobre os operários. Eis algumas :
·
Rotação de turnos: a diminuição do tempo de exposição diminui o risco de
perda auditiva. Essa rotação é de difÃcil aplicação na prática e cria sérios
problemas à produtividade.
·
Cabines de repouso: são cabines a prova de som, onde o trabalhador exposto
a altos nÃveis de ruÃdo pode descansar por alguns minutos. Na Europa, muitas
empresas têm implantado essas cabines. Normalmente o tempo de repouso é de 5
minutos para cada 55 minutos de trabalho.
O
pesquisador de doenças do trabalho Dr. W. Dixon Ward descobriu que o problema
de expor uma pessoa ao ruÃdo intenso e depois deixá-la repousar, faz com que o
tempo de recuperação da sensibilidade auditiva seja cada vez maior. Assim, fica
em dúvida a eficiência das cabines de repouso ou os ciclos de
exposição/repouso, bem como a rotação de turnos.
Os Protectores Individuais
O
último dos recursos a ser considerado num problema de redução dos efeitos do
ruÃdo são os protectores individuais. Podem ser de 4 tipos :
·
De inserção (tampões)
·
Supra-auriculares
·
Circum-auriculares (conchas)
·
Elmos (capacetes).
Os
protectores de inserção são dispositivos colocados dentro do canal auditivo,
podendo ser descartáveis ou não-descartáveis. Os descartáveis podem ser de
material fibroso, ou de cera, ou de espuma. Os não-descartáveis, de borracha,
devem ser esterilizados todos os dias. Os de espuma (moldável), são
descartáveis, perdendo sua eficiência na primeira lavagem.
Os protectores supra-auriculares são provisórios, e usados em visitas e
inspecções. São bastante incómodos e proporcionam pequena protecção contra o
ruÃdo.
Os protetores circum-auriculares, também conhecidos como conchas, são
semelhantes aos fones de ouvido, recobrem totalmente o pavilhão auditivo,
assentando-se no osso temporal. Fornecem uma boa protecção ao ruÃdo, ao mesmo
tempo permitindo uma boa movimentação do operário e reduzindo as precauções
higiénicas ao mÃnimo.
Os
protectores de elmo (capacetes) são pouco usados. Eles cobrem hermeticamente a
cabeça, se constituindo numa tentativa de solucionar os problemas de ruÃdo, protecção
dos olhos, respirador e capacete. Tiram a liberdade de movimentação do
operário, além de causar ressonâncias internas que podem aumentar os problemas
de ruÃdo.
Actualmente,
os protectores mais usados são os de inserção (pugs ou tampões) e os
circum-auriculares (conchas).
Comparação entre os protectores auditivos
É
importante lembrar que :
·
Os protectores tipo concha são mais eficientes que os tampões;
·
Ambos os tipos são mais eficientes a altas frequências, sendo praticamente
nula A sua protecção para sons graves;
·
A utilização de protectores auriculares em uma empresa deve ser precedida
de um programa de treinamento e conscientização dos funcionários;
·
Os protectores de inserção (tampões) são de difÃcil adaptação, podendo
gerar infecções e irritações na canal auditivo;
·
A atenuação citada pelas indústrias de protectores, se refere à ensaios realizados
em laboratório, dificilmente alcançada no ambiente industrial.
Devemos
sempre lembrar que os protectores individuais diminuem o contacto do
trabalhador com o meio ambiente. Isso tem sérios desdobramentos, como :
·
Aumento dos acidentes de trabalho;
·
Não comunicação com os outros funcionários;
·
Aumento da tensão e irritação;
·
Queda da produtividade.
Portanto
os protectores individuais devem ser considerados apenas como última solução,
ou numa situação de emergência.

